Começa a primeira campanha de captação de sócias e sócios do IGEC.
O Instituto Galego de Estudos Célticos pode já acolher a todo/a aquel/a interessado/a na cultura celta e euro-atlântica e na história e património da Gallaecia para assim, em conjunto, apanharmos um novo pulo necessário num labor investigador crítico e de divulgação.
Com a tua ajuda e contributo poderemos assegurar a continuidade deste projecto e encetar um grande diálogo sobre um elemento fulcral da nossa identidade e potencialidades futuras.
Visita a nossa página dedicada para mais informações e… une-te ao clã!
Continuam as descobertas a cargo de membros do IGEC. Mais uma vez o etnólogo, linguista e investigador Calros Solla localizou uns restos de grande interesse em Fondós, no concelho de Cerdedo (Terra de Montes). Solla, que vinha já de dar com um petróglifo recentemente e um significativo achádego antropomorfo a começos de ano (todos eles nas mesmas contornas) desvela agora restos dum moinho da Idade do Ferro não muito longe dum castro. Como ele mesmo indica:
Non é difícil imaxinar os nosos devanceiros prehistóricos moendo no muíño do Castriño grans de trigo ou maínzo e varrendo a fariña cunha vasoira de colmo. Non é difícil imaxinar como, xacando, algún labrego moderno o desprendeu do penedo onde fora labrado e o transportou dende o castro até a leira, para reutilizalo como pasadoiro.
Para mais informação ler um artigo publicado pelo próprio Calros Solla na imprensa hoje > aqui <.
Na próxima sexta dia 27 de Abril a Deputación da Coruña organiza a apresentação do livro “Following the Sun – Siguiendo al Sol – una guía de a viajes al fin del mundo” (Gabriel Fraga de Cal),
Neste acto o IGEC estará representado por um dos entrevistados na obra, André Pena Granha (decano de estudos do IGEC), assim como por Heitor Rodal (presidente), Michelette Harris (directora administrativa) e Xoán Paredes (secretário).
Neste evento estarão presentes também diversas personalidades que aparecem na obra de Fraga de Cal, como Richard Mohan (prior do Purgatório de S. Patrício, Irlanda) e Donatien Laurent (etnólogo e ex-director do Centro de Investigação de Estudos Celtas da Universidade da Bretanha Ocidental), entre outros.
Este projeto de investigação, visto sob a perspectiva dum foto-jornalista, consistiu no estudo da etnografia, antropologia e construções do património das regiões da Europa Atlântica, as suas similitudes na história e as suas diferenças, para o que o autor viajou aos lugares mais emblemáticos das fisterras atlânticas.
A apresentação terá lugar na sala ‘Manuel López’ da biblioteca da Deputación (R/ Rego de Água 37, Corunha) às 20h.
Seguir o evento em facebook > aqui <.
O decano de estudos do IGEC, Doutor André Pena Granha, disponibiliza de forma aberta num único documento as imagens e textos que normalmente acompanham as suas palestras. São 177 páginas tiradas diretamente das suas apresentações, sempre carregadas de muitos detalhes e referências concretas, que de certo servirão de grande ajuda e resumo a aqueles e aquelas que alguma vez tenham assistido ou vaiam assistir a elas.
Este documento multilíngue intitulado “Os celtas que sempre fomos” oferece-se em linha através do serviço fornecido por Calaméo e pode-se consultar > aqui <.
Nota: Todos os materiais estão sob licença Creative Commons (CC BY-NC-ND 3.0; ver ligação da CC para mais detalhes).
O IGEC continua a sua labor de divulgação e promoção da cultura galega e da realidade céltica sem limites, desta vez com uma visita a um centro de ensino de secundária, o IES Coruxo (Vigo).
A palestra “Galiza, o berce da Céltia” virá da mão do membro do departamento de cultura céltica contemporânea e vozeiro da APIT, Xesús Martínez, e terá lugar no nomeado liceu a sexta 13 de abril às 10h.
A diretora do Depto. de Cultura Céltica Contemporânea do IGEC e especialista em religião céltica, Dra Blanca Garcia Fernández-Albalát, oferecerá na quinta-feira dia 22 de Março às 16h45 uma palestra sobre o celtismo na Escola Oficial de Idiomas de Lugo. Esta palestra forma parte das “Jornadas Culturais 2012″ organizadas por esta EOI galega, que dedicam a tarde da quinta ao “Debate sobre o Celtismo na Galiza”. Os horários para essas actividades são como seguem (tirado dos organizadores):
Qui 22 Março, “Tarde Inter-Céltica”
16h Apresentação de países de origem celta: a Galiza e a Suíça. Exposição de trabalhos sobre vestígios castrejos.
16h45 Apresentação do celtismo a cargo da Dra Blanca Garcia Fernández-Albalát.
17h30 Mesa redonda sobre o celtismo.
Para mais informação visitem a página oficial da EOI de Lugo e/ou baixem o tríptico do programa das Jornadas Culturais > aqui <
Concluiu neste passado fim de semana (25-26 Fevereiro) a segunda e definitiva parta do curso de formação “Santuários Celtas da Galiza”, organizado pela Associação Profissional de Guias da Galiza(APIT) e que contava com o apoio e assessoria científica do IGEC.
Seguindo o sucesso do primeiro fim de semana, os e as assistentes puderam desta vez completar uma série de visitas guiadas à parte mais central e sul-oeste do país, culminando no serão do domingo com uma subida ao magnificente Monte do Seixo e a sua Portalém.
A celebração do curso e as saídas de campo tiveram, nesta ocasião, ainda mais alcance mediático, como exemplifica – entre outros – a notícia aparecida no jornal diário Faro de Vigo (edição Tabeirós-Terra de Montes) do dia 27, ou a nota de imprensa do concelho de Outeiro de Rei.
Para mais informações, opiniões, comentários e fotografias dos e das participantes visitem sempre a página oficial em facebook da APIT ou o blogue pessoal de Calros Solla (membro do IGEC).
Grande sucesso da primeira parte do curso de formação “Santuários Celtas da Galiza”, organizado pela Associação Profissional de Guias da Galiza (APIT), com o apoio e assessoria científica do IGEC.
Como já fora relatado, as primeiras actividades estavam agendadas para o fim de semana do 18-19 de Fevereiro. Estas começaram no sábado com uma intensa jornada de formação teórica onde participaram diversos membros do IGEC como palestrantes, oferecendo uma visão geral mas contrastada de diversos elementos da cultura e lugares célticos da Galiza. Esse longo mas ameno dia rematou com uma interessante mesa redonda que contou, aliás, com um representante de Turgalicia (organismo oficial de turismo do Governo Galego), e onde foi salientada não só a evidentemente subutilizada potencialidade da Galiza como “destino celta” na procura dum turismo sustentável, senão também a conveniência e até urgência de ofertar esse rasgo histórico como marca identificadora e elemento de dignificação cultural.
Os mais de oitenta assistentes puderam depois, no domingo, tomar parte na primeira saída de campo extensiva que percorreu diversos locais de interesse na zona noroeste do país, como por exemplo a área da Torre de Hércules na Corunha ou a trebopala de Pena Molexa (noticiado na imprensa local de Narão), caminho de Teixido, entre outros. Estas visitas formativas contaram também com a presença e explicações de diversos membros do IGEC.
O curso completara-se com mais duas saídas de campo de dia completo no fim de semana do 25-26 de Fevereiro, visitando a zona centro-nordeste no sábado (Guitiriz/Begonte/Lugo) e sul-oeste no domingo (Cangas do Morraço/Ponte Vedra/Monte do Seixo).
Para mais informações e imagens visitem sempre o programa na página oficial da APIT e o seu perfil em facebook.

Alguns/Algumas dos/das participantes ao pé da trebopala de Pena Molexa, caminho de Teixido. Foto gentileza da APIT.
O etnógrafo, autor e membro do IGEC, Calros Solla, vem de localizar uma pedra antropomorfizada representando uma figura jacente no Coto das Ínsuas (aldeia de Serrápio, concelho de Cerdedo). O feliz achádego, nunca antes documentado, produziu-se de forma praticamente casual a princípios deste mês de Fevereiro, segundo relato do próprio descobridor num artigo jornalístico.

Jacente do Coto das Ínsuas (Idade do Bronze?), com cabeça na parte superior (ao NNE), mostrando cruz (S.XIII?) na parte central do torso e pês na parte baixa da foto
Após um primeiro desbroce foi possível apreciar evidências de trabalho sobre a rocha, como a delimitação do corpo – identificando-se cabeça (com olhos), pescoço, torso e o que parecem ser pês – assim como a existência dum desague que vai dar a uma pia lateral, onde (a falta duma análise mais detalhada) a pedra parece também ter sido rebaixada para facilitar o efeito de circulação da água. O conjunto apresenta, aliás, três cruzes que evidenciam um intento de cristianização muito mais tardio.
No domingo 12 de Fevereiro o próprio Solla, junto a outros membros do IGEC como o historiador André Pena Grana, o arqueólogo Laureano Carballo e o geógrafo Xoán Paredes, visitaram esta pedra figurativa, outrossim relatado na imprensa. Estavam presentes também vizinhos da zona, muito interessados na nova descoberta patrimonial na sua terra. Foi nessa visita quando se fez evidente a necessidade de elaborar um estudo pormenorizado da zona e informar às autoridades políticas para fornecerem ajuda na limpeza e proteção do coto.

Coto das Ínsuas, Serrápio (paróquia de Pedre), Concelho de Cerdedo, Terra de Montes: 42º 32' 4,50''N - 8º 26' 28,40''W
A sugestiva localização, orientação e grande possibilidade de encontrar mais achádegos nos arredores fazem surgir uma série de hipóteses de trabalho e interpretação. Precisamente, há que ter em consideração que toda a contorna contém multidão de restos arqueológicos e referências etnográficas e culturais, desde os megálitos e lendas do Monte do Seixo até os petróglifos de Campo Lameiro, entre outros.
Como curiosidade comentar que uma lenda local (da que se desconhecia a origem e vinculação) parece agora cobrar mais sentido nas suas referências a uma determinada pedra que havia que tombar ou dar a volta.
Para mais informações actualizadas e fotografias visitem sempre o blogue pessoal de Calros Solla.

Visão de conjunto do jacente e a pia (parte esquerda), em paralelo ao rio Quireza que flui uns metros mais abaixo
Actualização: C. Solla fai um resumo do conhecido até o de agora num artigo jornalístico (‘Faro de Vigo’ 11/03/2012)













