Importante:

Por motivo de doença a palestra do Dr André Pena fica cancelada para o dia de hoje. Aguardamos seja reagendada para uma outra ocasião. Desculpas pelo incomodo (02/12/2011).

 

O decano de estudos do IGEC, Doutor André Pena Granha, oferecerá na sexta dia 2 de Dezembro uma palestra em Marim por convite da Associaçom Sócio-Cultural Almuinha. O evento terá lugar no salão de actos da biblioteca pública da vila a partir das 20:30 e é de entrada livre.

As actividades do fim de semana programadas pela A.C. Almuinha virão completadas por um roteiro ao Castro da Subidá no sábado 3 de manhã, com guia do arqueólogo Álvaro Arizaga. A saída será às 11h desde a Alameda de Marim.

 

Actualização (01/12/2011):  Título definitivo da palestra do Dr Pena Granha: “Oratores, Bellatores, Laboratores. O Comum direito celto-atlântico. Articulação política e institucional“.

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A cultura celta está viva

On 21/11/2011, in Eventos, Notícias / News, by igecnews

Grande sucesso do I Roteiro da Pantalha, actividade lúdico-cultural organizada pela A.C. Amigas da Cultura (Ponte Vedra) na noite do sábado 19 de Novembro. Este evento contava com apoio do IGEC e a participação activa dalguns dos seus membros, destacando o “guia” para a ocasião, o etnógrafo, linguista e poeta Calros Solla. É o próprio Calros quem oferece um rápido e sentido resumo no seu blogue pessoal (com fotografias).

O Roteiro juntou perto de cinquenta pessoas bem passadas as nove da noite nos percursos da Pantalha (nome local para a Estadea ou “Santa Companha”) pelos caminhos de Cerdedo (Terra de Montes).

É também destacável a participação da Irmandade Druídica Galaica (IDG), que completou a jornada com a celebração de um ritual de Magusto (Samain) e Ano Novo Celta, mostrando assim alguns elementos da cultura céltica muitas vezes negligenciados. Aliás, a IDG estabelece na sua página web oficial o IGEC como principal referente académico e recurso sobranceiro na recolha de informações contrastáveis sobre a cultura céltica galega. Se bem o IGEC e a IDG não têm nenhum tipo de relação formal, o IGEC agradece e congratula-se pelo possível benefício causado a outras associações, organismos ou instituições por causa da sua labor investigadora e de divulgação, assim como o poder contribuir a um melhor entendimento e espalhamento da cultura céltica em geral.

O IGEC continua assim, além da actividade estritamente académica, a mostrar como a cultura céltica está viva e é reclamada pela sociedade galega actual, de forma natural, lúdica e abrangendo múltiplos aspectos vivenciais.

O etnógrafo, linguista, poeta e membro do IGEC, Calros Solla, foi entrevistado na noite do 15 de Novembro no programa ‘Milénio’ da Rádio Galega.

Nessa entrevista repassam-se aspectos variados da etnografia e antiga cultura céltica galega, incluindo elementos da sua religião. Entre outros temas, fala-se do significado do número três no sistema de crenças e visão do mundo na Gallaecia céltica, a relevância do Monte do Seixo (‘O Santuário Perdido dos Celtas‘) na geografia sagrada do País, rematando com informações sobre o Magusto (Samain) e I Roteiro da Pantalha a se celebrar este sábado 19 nas Terras de Montes.

O programa é acessível de forma aberta e gratuita no próprio sítio do ente público galego.

>Ouvir aqui<

A entrevista começa no 5:20. Fala-se do Roteiro a partir do 22:43. A secção com o Calros remata no 26:52.

Para mais informação sobre o Roteiro da Pantalha visitem o artigo publicado nesta própria página ou o evento no Facebook.
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I Roteiro da “Pantalha”

On 12/11/2011, in Eventos, by igecnews

No sábado 19 de Novembro a partir das 21h celebra-se o I Roteiro da Pantalha em Cerdedo (Terra de Montes). “Pantalha” é o nome local para chamar à Estadea ou “Santa Companha”. Este evento está organizado pela A.C. Amigas da Cultura (Ponte Vedra) e contará com a presença e participação de membros do IGEC.

O roteiro, de carácter lúdico-cultural, estará guiado pelo etnógrafo Calros Solla, membro do IGEC, que irá explicando o significado deste mito de origem céltica, assim como as peculiaridades locais associadas a ele nas distintas paragens a realizar. Outro membro do IGEC, o geógrafo Xoán Paredes, assistirá também de forma activa. Os eventos da jornada completaram-se, aliás, com um esconjuro druídico a cargo da Irmandade Druídica Galaica e ceia-convívio posterior.

Percurso: Desde o cemitério de Cerdedo, A Torrente, ponte e ermida de Sto António, aldeias da Revolta e Cavenca, caminho do Rapenlo, ponte dos Portamuinhos, até as Veighas das Almas (e retorno).
Nas Veighas das Almas, ritual druídico do Magusto (Samain) arredor do lume ao cargo da Irmandade Druídica Galaica.
Imprescindível: aparelhos de iluminação, a ser possível tradicionais: faróis, candelejas, círios, cabaças talhadas, etc. Não se desbota qualquer outra caracterização (respeitando a tradição).

A ceia, sessão de contacontos e queimada após da caminhada decorrerá em Casa Florinda, Pedre. Para dormidas contactem directamente com esta casa de turismo rural.

Para o resto é preciso apontar-se antes do dia 15 telefonando para: 687 642 430 (Calros Solla) ou 650 359 046 (Anjo Torres), ou no correio-e amigasdacultura@gmail.com

A ceia tem vagas limitadas, de aí a importância de reservar.

Ver evento no Facebook >aqui<.
Poder haver alterações ou cancelamentos em caso de condições atmosféricas adversas.

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Seguindo o caminho aberto há mais de três anos com a publicação de “As Tribos Calaicas – Proto-História da Galiza à Luz dos Dados Linguísticos”, o professor e académico do Instituto Galego de Estudos Célticos e Academia Galega da Língua Portuguesa, Higino Martins Esteves, torna a pesquisar e adentrar-se nesta obra nos estudos célticos aplicados ao âmbito peninsular e, particularmente, à Galiza.

Em palavras do próprio professor:

Os estudos célticos no campo hespérico arrastavam atraso tão notável que nenhuma circunstância económica ou política podia justificá-lo ou atenuá-lo. É que está disponível a chave maravilhosa para aceder ao país onde o passado não morre, que não é outra que a da língua céltica. Certo que as suas pegadas jaziam mudas e irreconhecíveis, esparsas na epigrafia, na obra dos antigos, na toponímia e no substrato das línguas, românicas, germânicas, basca ou mesmo eslavas do oeste.

Só faltava reunir o vasto labor feito pelos vultos dos estudos célticos de outras latitudes, quase nunca traduzidos, e sobretudo, tentar aplicar esses resultados ao campo peninsular. A colheita aí é facílima; chega debruçar-se para apanhar a mancheias o que pareceria que não se quis ver.

Mas esta não é hora de doer-se do que pôde ter sido, sim de fruir as maravilhas do alvor que tão gracioso se brinda. Por abundante a colheita é caótica. Pouco dá; as lacunas e incoerências aguilhoarão as revisões. O único destino feliz para um labor como este é ser ultrapassado.

O livro, publicado pela Edições da Galiza, conta igualmente com o apoio do IGEC. Esta obra pode-se encomendar em linha >aqui<. Mais informações sobre o autor >aqui<.

Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum (Higino Martins)

Título: Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum

 Autor: Higino Martins Esteves

ISBN: 978-84-936218-5-8

 Edita: Edições da Galiza

Ano: 2011

Encomenda

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