Palestra “O Celtismo e o Celtismo na Galiza”

A diretora do Depto. de Cultura Céltica Contemporânea do IGEC e especialista em religião céltica, Dra Blanca Garcia Fernández-Albalát, oferecerá na quinta-feira dia 22 de Março às 16h45 uma palestra sobre o celtismo na Escola Oficial de Idiomas de Lugo. Esta palestra forma parte das “Jornadas Culturais 2012″ organizadas por esta EOI galega, que dedicam a tarde da quinta ao “Debate sobre o Celtismo na Galiza”. Os horários para essas actividades são como seguem (tirado dos organizadores):

Qui 22 Março, “Tarde Inter-Céltica”

16h Apresentação de países de origem celta: a Galiza e a Suíça. Exposição de trabalhos sobre vestígios castrejos.

16h45 Apresentação do celtismo a cargo da Dra Blanca Garcia Fernández-Albalát.

17h30 Mesa redonda sobre o celtismo.

Finaliza o curso “Santuários Celtas da Galiza” (parte II)

Concluiu neste passado fim de semana (25-26 Fevereiro) a segunda e definitiva parta do curso de formação “Santuários Celtas da Galiza”, organizado pela Associação Profissional de Guias da Galiza(APIT) e que contava com o apoio e assessoria científica do IGEC.

Seguindo o sucesso do primeiro fim de semana, os e as assistentes puderam desta vez completar uma série de visitas guiadas à parte mais central e sul-oeste do país, culminando no serão do domingo com uma subida ao magnificente Monte do Seixo e a sua Portalém.

A celebração do curso e as saídas de campo tiveram, nesta ocasião, ainda mais alcance mediático, como exemplifica – entre outros – a notícia aparecida no jornal diário Faro de Vigo (edição Tabeirós-Terra de Montes) do dia 27, ou a nota de imprensa do concelho de Outeiro de Rei.

Para mais informações, opiniões, comentários e fotografias dos e das participantes visitem sempre a página oficial em facebook da APIT ou o blogue pessoal de Calros Solla (membro do IGEC).

Mudanças no IGEC

“A mudança do paradigma historiográfico na Galiza” (J.M. Barbosa) em áudio

Agrupaçom Cultural O Facho amavelmente disponibiliza o áudio da palestra de José Manuel Barbosa, académico do IGEC, que teve lugar no 25 de Outubro de 2011 na cidade da Crunha por convite desta agrupação. A palestra teve o título de “A mudança do paradigma historiográfico na Galiza”. O resumo d’O Facho é como segue:

Barbosa Alvares … ilustrou aos assistentes sobre o constante acoubar da Galiza na história oficial do Estado espanhol, assim como na do português. A constatação de inumeráveis documentos medievais deturpados conscientemente para falsificar os dados históricos levados a cabo por pessoeiros do Reino de Castela, são provas irrefutáveis do afirmado pelo historiador.
Ao findar a sua exposição o palestrista manteve um interessante colóquio com os assistentes.

Entrevista com Heitor Rodal, Presidente do IGEC

O Diário Liberdade publica hoje (24/10/2011) uma entrevista com Heitor Rodal, presidente do IGEC, ao fio dos novos debates sobre o celtismo galaico aparecidos recentemente num outro jornal, o Novas da Galiza.

O cabeçalho escolhido para esta entrevista é “A língua céltica falada na Galiza não se perdeu na sua totalidade“. Entre outros temas Heitor Rodal fala do processo de criação do Instituto, do congresso internacional organizado pelo IGEC no passado mês de Abril em Narão (Galiza), ou a assistência em força de membros do IGEC no XIV Congresso Internacional de Estudos Célticos celebrado na Universidade de Maynooth, Irlanda, em Agosto.

Palestra “A mudança do paradigma historiográfico na Galiza” (José Manuel Barbosa)

O académico e director administrativo do IGEC, José Manuel Barbosa Alvares, estará no dia 25 de Outubro na Corunha por convite da Agrupação Cultural O Facho, para pronunciar a palestra titulada “A mudança do paradigma historiográfico na Galiza”. O ato terá lugar na Fundação Caixa Galiza (Cantão Grande), às 20h, e é de entrada livre.

“Breogão, Hércules e a Torre de Brigantia” (Pena Granha) em áudio

Agrupaçom Cultural O Facho amavelmente disponibiliza o áudio da palestra do decano de estudos do IGEC, Dr André Pena Granha, que teve lugar no 11 de Outubro de 2011 na cidade da Crunha por convite desta agrupação. A palestra teve o título de “Breogão, Hércules e a Torre de Brigantia”. O resumo d’O Facho é como segue:

Pena Granha … jogou numerosos dados sobre o que ele definiu como “irrefutável celtismo galego”. É a identidade cultural nas extremas mais ocidentais da Europa, em canto ser os peiraos de onde partem os mortos para a “Ilha do Além”. Demostrou com provas irrefutáveis que o mito de Breogão é de origem galega, ao dar a conhecer um ara pré-romana atopada em território galego na que se invoca o seu nome. Lembrou ao público que a lenda de Breogão e do seu filho Ith são galegas, e acusou alguns historiadores castelás de tentar que Galiza ficara excluída do circuito dos povos e países celtas. André Pena [defende a tese da] existência do caminho de Santiago como um roteiro pré-cristao que já era percorrido por gregos e romanos antes da suposta chegada do Apóstolo Santiago. Daí a confluência de Breogão com Hércules.

“Hoje há estudos genéticos médicos que demostram que etnicamente o povo irlandês descende do galego, e que os ingleses venhem sendo descendes dos irlandeses”

Mudanças no IGEC

Bem-vind@s à nova web do Instituto Galego de Estudos Célticos (IGEC),

Como dá para ver, ainda estamos no processo de migração da velha página (ainda acessível aqui) a este novo formato blogue, mais dinâmico e directo. Aguardamos ter esta nova versão totalmente operativa o mais cedo possível. Até então podem nos seguir na nossa página oficial no Facebook.

Muito obrigad@s pela sua paciência.

Welcome to the new website of the Galician Institute for Celtic Studies,

As you can see, we are still in the process of migrating from the old website to this new blog format.

We expect this new site to be fully functional sooner than later. Until  then, you can join us on our official Facebook page.

Thank you for bearing with us.

[GL-PT] O Instituto Galego de Estudos Célticos (IGEC) é uma sociedade científica sem ânimo de lucro estabelecida em 2009.

O principal objectivo do IGEC é a promoção da investigação multi-disciplinar no campo dos Estudos Célticos na Galiza, norte de Portugal e Europa Atlântica, com uma especial enfáse nos chamados Países Celtas e gentes de origem céltica.
O IGEC também difunde o conhecimento geral da história, cultura e sociedade da Galiza, além do intercâmbio académico e científico.
Adicionalmente, o Instituto visa recuperar e preservar – em base a informações contrastadas – elementos da cultura céltica presentes e visíveis na sociedade galega contemporânea.

Ademais da investigação e formação académica, o IGEC fornece serviços de consultoria e assessoramento numa série de áreas, como educação, promoção turística, e gestão do património, entre outros.

[EN] The ‘Instituto Galego de Estudos Célticos’ – IGEC (Galician Institute for Celtic Studies) is a non-profit learned society established in 2009.

The main goal of the Institute is to promote multidisciplinary research in the field of Celtic studies in Galicia, northern Portugal and throughout Atlantic Europe, with a special emphasis on the so-called Celtic Countries and peoples of Celtic origin.
The IGEC also promotes general knowledge of history, culture and society of Galicia, as well as academic and scientific exchange.
Moreover, the Institute aims at recovering and preserving – on an educated basis – elements of Celtic culture present and visible in contemporary Galician society.

In addition to research and academia, IGEC provides professional consulting services in a number of areas of expertise such as education, tourism, and heritage management, among others.

Sucesso do curso “Santuários Celtas da Galiza”

Grande sucesso da primeira parte do curso de formação “Santuários Celtas da Galiza”, organizado pela Associação Profissional de Guias da Galiza (APIT), com o apoio e assessoria científica do IGEC.

Como já fora relatado, as primeiras actividades estavam agendadas para o  fim de semana do 18-19 de Fevereiro. Estas começaram no sábado com uma intensa jornada de formação teórica onde participaram diversos membros do IGEC como palestrantes, oferecendo uma visão geral mas contrastada de diversos elementos da cultura e lugares célticos da Galiza. Esse longo mas ameno dia rematou com uma interessante mesa redonda que contou, aliás, com um representante de Turgalicia (organismo oficial de turismo do Governo Galego), e onde foi salientada não só a evidentemente subutilizada potencialidade da Galiza como “destino celta” na procura dum turismo sustentável, senão também a conveniência e até urgência de ofertar esse rasgo histórico como marca identificadora e elemento de dignificação cultural.

Os mais de oitenta assistentes puderam depois, no domingo, tomar parte na primeira saída de campo extensiva que percorreu diversos locais de interesse na zona noroeste do país, como por exemplo a área da Torre de Hércules na Corunha ou a trebopala de Pena Molexa (noticiado na imprensa local de Narão), caminho de Teixido, entre outros. Estas visitas formativas contaram também com a presença e explicações de diversos membros do IGEC.

O curso completara-se com mais duas saídas de campo de dia completo no fim de semana do 25-26 de Fevereiro, visitando a zona centro-nordeste no sábado (Guitiriz/Begonte/Lugo) e sul-oeste no domingo (Cangas do Morraço/Ponte Vedra/Monte do Seixo).


Significativo achádego antropomorfo em Cerdedo (Terra de Montes)

O etnógrafo, autor e membro do IGEC, Calros Solla, vem de localizar uma pedra antropomorfizada representando uma figura jacente no Coto das Ínsuas (aldeia de Serrápio, concelho de Cerdedo).  O feliz achádego, nunca antes documentado, produziu-se de forma praticamente casual a princípios deste mês de Fevereiro, segundo relato do próprio descobridor num artigo jornalístico.

Após um primeiro desbroce foi possível apreciar evidências de trabalho sobre a rocha, como a delimitação do corpo – identificando-se cabeça (com olhos), pescoço, torso e o que parecem ser pês – assim como a existência dum desague que vai dar a uma pia lateral, onde (a falta duma análise mais detalhada) a pedra parece também ter sido rebaixada para facilitar o efeito de circulação da água. O conjunto apresenta, aliás, três cruzes que evidenciam um intento de cristianização muito mais tardio.

No domingo 12 de Fevereiro o próprio Solla, junto a outros membros do IGEC como o historiador André Pena Grana, o arqueólogo Laureano Carballo e o geógrafo Xoán Paredes, visitaram esta pedra figurativa, outrossim relatado na imprensa. Estavam presentes também vizinhos da zona, muito interessados na nova descoberta patrimonial na sua terra. Foi nessa visita quando se fez evidente a necessidade de elaborar um estudo pormenorizado da zona e informar às autoridades políticas para fornecerem ajuda na limpeza e proteção do coto.

A sugestiva localização, orientação e grande possibilidade de encontrar mais achádegos nos arredores fazem surgir uma série de hipóteses de trabalho e interpretação. Precisamente, há que ter em consideração que toda a contorna contém multidão de restos arqueológicos e referências etnográficas e culturais, desde os megálitos e lendas do Monte do Seixo até os petróglifos de Campo Lameiro, entre outros.

Como curiosidade comentar que uma lenda local (da que se desconhecia a origem e vinculação) parece agora cobrar mais sentido nas suas referências a uma determinada pedra que havia que tombar ou dar a volta.

Para mais informações actualizadas e fotografias visitem sempre o blogue pessoal de Calros Solla.