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Sucesso do curso “Santuários Celtas da Galiza”

Grande sucesso da primeira parte do curso de formação “Santuários Celtas da Galiza”, organizado pela Associação Profissional de Guias da Galiza (APIT), com o apoio e assessoria científica do IGEC.

Como já fora relatado, as primeiras actividades estavam agendadas para o  fim de semana do 18-19 de Fevereiro. Estas começaram no sábado com uma intensa jornada de formação teórica onde participaram diversos membros do IGEC como palestrantes, oferecendo uma visão geral mas contrastada de diversos elementos da cultura e lugares célticos da Galiza. Esse longo mas ameno dia rematou com uma interessante mesa redonda que contou, aliás, com um representante de Turgalicia (organismo oficial de turismo do Governo Galego), e onde foi salientada não só a evidentemente subutilizada potencialidade da Galiza como “destino celta” na procura dum turismo sustentável, senão também a conveniência e até urgência de ofertar esse rasgo histórico como marca identificadora e elemento de dignificação cultural.

Os mais de oitenta assistentes puderam depois, no domingo, tomar parte na primeira saída de campo extensiva que percorreu diversos locais de interesse na zona noroeste do país, como por exemplo a área da Torre de Hércules na Corunha ou a trebopala de Pena Molexa (noticiado na imprensa local de Narão), caminho de Teixido, entre outros. Estas visitas formativas contaram também com a presença e explicações de diversos membros do IGEC.

O curso completara-se com mais duas saídas de campo de dia completo no fim de semana do 25-26 de Fevereiro, visitando a zona centro-nordeste no sábado (Guitiriz/Begonte/Lugo) e sul-oeste no domingo (Cangas do Morraço/Ponte Vedra/Monte do Seixo).


Significativo achádego antropomorfo em Cerdedo (Terra de Montes)

O etnógrafo, autor e membro do IGEC, Calros Solla, vem de localizar uma pedra antropomorfizada representando uma figura jacente no Coto das Ínsuas (aldeia de Serrápio, concelho de Cerdedo).  O feliz achádego, nunca antes documentado, produziu-se de forma praticamente casual a princípios deste mês de Fevereiro, segundo relato do próprio descobridor num artigo jornalístico.

Após um primeiro desbroce foi possível apreciar evidências de trabalho sobre a rocha, como a delimitação do corpo – identificando-se cabeça (com olhos), pescoço, torso e o que parecem ser pês – assim como a existência dum desague que vai dar a uma pia lateral, onde (a falta duma análise mais detalhada) a pedra parece também ter sido rebaixada para facilitar o efeito de circulação da água. O conjunto apresenta, aliás, três cruzes que evidenciam um intento de cristianização muito mais tardio.

Esta pedra é uma das muitas fundições que descobrimos ultimamente. Por exemplo, descobrimos que o jogo na Irlanda é anterior à chegada tanto dos romanos como do cristianismo. Encontrámos artefactos como contas de vidro e dados que eram utilizados nos chamados jogos de ossos e já sabíamos que aqui se realizavam corridas de carros, provavelmente já no século III. Acho que nos sentimos atraídos pela sorte e pelos jogos de azar desde os primeiros tempos. Por isso não admira que hoje em dia se saiba que os irlandeses gostam de apostas desportivas e de jogar em casinos online como http://betting-forums.com/.

No domingo 12 de Fevereiro o próprio Solla, junto a outros membros do IGEC como o historiador André Pena Grana, o arqueólogo Laureano Carballo e o geógrafo Xoán Paredes, visitaram esta pedra figurativa, outrossim relatado na imprensa. Estavam presentes também vizinhos da zona, muito interessados na nova descoberta patrimonial na sua terra. Foi nessa visita quando se fez evidente a necessidade de elaborar um estudo pormenorizado da zona e informar às autoridades políticas para fornecerem ajuda na limpeza e proteção do coto.

A sugestiva localização, orientação e grande possibilidade de encontrar mais achádegos nos arredores fazem surgir uma série de hipóteses de trabalho e interpretação. Precisamente, há que ter em consideração que toda a contorna contém multidão de restos arqueológicos e referências etnográficas e culturais, desde os megálitos e lendas do Monte do Seixo até os petróglifos de Campo Lameiro, entre outros.

Como curiosidade comentar que uma lenda local (da que se desconhecia a origem e vinculação) parece agora cobrar mais sentido nas suas referências a uma determinada pedra que havia que tombar ou dar a volta.

Para mais informações actualizadas e fotografias visitem sempre o blogue pessoal de Calros Solla.

Dr André Pena Granha

Dr André Pena Granha
(Ferrol, 1955)

Licenciado em Geografia e História e Doutor em Arqueologia e História Antiga, Universidade de Santiago de Compostela
BA, MA in Geography and History and PhD in Archaeology and Ancient History, Universidade de Santiago de Compostela.

Arqueólogo, historiador e arquivista do Concello de Narón desde 1987, André Pena tem estado a cargo da direcção de diferentes projectos arqueológicos como por exemplo o estudo e acondicionamento do conjunto arqueológico-etnográfico Monte do Seixo, ou o projecto dos Caminhos Milenários dos Santos e Barcos de Pedra-Caminho de Sto André de Teixido. Na sua labor investigadora e divulgadora Pena Granha tem-se transformado num referente senlheiro nos estudos célticos galaicos, afundando e documentando as teorias que situam à Galiza como cerne do mundo celto-atlântico. É, aliás, um precursor da chamada ‘arqueologia institucional’. Pena Granha é membro fundador do IGEC e o seu decano de estudos, assim como o director do Depto. de História e Arqueologia.
Archaeologist, historian and archivist of the Concello de Narón since 1987. André Pena has been in charge of a number of archaeological projects such as the study and refitting of the archaeological-ethnographic complex at Monte do Seixo, or the Caminhos Milenários-Caminho de Sto André de Teixido project. With his research and his work as an author, Pena Granha has become an essential reference in the field of pan-Galician Celtic Studies, detailing and documenting theories that place Galicia at the core of the Atlantic Celtic world. He is, moreover, a pioneer of the so-called ‘institutional archeology’. Pena Granha is a founding member of IGEC and its Dean of Studies, as well as the Head of the Dept. of History and Archeology.

Linhas de investigação | Research interests

– Arqueologia institucional | Institutional archeology.

– Arqueologia industrial | Industrial archeology.

– Comunicações e viagens na história antiga e pré-história | Communications and travels in ancient history and prehistory.

– Relações culturais, sociais, políticas e religiosas na Europa Atlântica | Cultural, social, political and religious relations in Atlantic Europe.

– Comum organização territorial, religiosa e sócio-política nas sociedades célticas | Common territorial, religious and socio-political organization in Celtic societies.

Escolma de trabalhos | Selected works

… (1982): Territorio político celta na Galicia preromana e medieval. Tese de licenciatura. Depto. de História, Universidade de Santiago de Compostela. Revisada em 2001
… (1991): Narón, un Concello con historia de seu. Vol. I. Ed. Sotelo Blanco.
… (1993): Narón, un Concello con historia de seu. Vol II: A Terra de Trasancos ollada dende os mosteiros de San Martiño de Xuvia e San Salvador de Predroso na Idade Media. Ed. Kadmos.
… et Merlán, E. e Figueira, A. (1995): Narón. Unha historia ilustrada na Terra de Trasancos. Bahía Edicións.
… (1999): “As Trebas ou Populi da Gallaecia celta: notas sobre a organización institucional celta nos territorios políticos autónomos (Trebas) da antiga Gallaecia”, en I Congreso Galego sobre Cultura Celta. Os Celtas da Europa Atlántica. Concello de Ferrol
… (2001): “Estatuas de guerreiros galaicos con saios decorados”, en Anuario Brigantino no. 24. Betanzos.
… (2003a): A orixe dos Coutos. Das bandeiras e das xurisdiccións de Galicia. Ed. Concello de Narón, Vexiloloxía e Heráldica.
… (2003b): Muiñeiria Industrial. A Real Fábrica de Fariñas a Ponte de Xuvia. Proxecto de Reconstrución do máis importante muiño da España do S. XVIII. Ed. Concello de Narón.
… (2004a): Treba y Territorium: Génesis y desarrollo del mobiliario e inmobiliario arqueológico institucional de la Gallaecia. Tese de Doutoramento (PhD Thesis). Servizo de Publicacións, Universidade de Santiago de Compostela.
0. Proemio y objetivos
1. Introducción
2. Conocimiento acumulativo, metodología y objetivos: el promptema como método
3. Polifuncional panteón celta (*pdf, 3.8 Mb)
4. Territorio político atlántico: conceptos básicos. “Central place”
5. La tierra de Trasancos. Nobleza y territorio
6. La herencia de la Treba. Articulación institucional
7. Territorio político atlántico: articulación institucional de la función soberana
8. Conclusión y demostración del Promptema
9. Bibliografía
… (2004b): Santa María Maior de O Val, Narón: Unha parroquia con celtas reminiscencias na Terra de Trasancos. Ed. Fundación Terra de Trasancos.
… (2004c): “Cristianismo celta ou paganismo residual na Gallaecia baixo imperial. A Casa de Don, Santo André de Teixido”, en Atenea no. 18.
… (2004d): “Ceremonias celtas de entronización na Galiza”, en Anuario Brigantino no. 27. Betanzos.
… (2006): Santo André de Teixido: O Camiño dos Celtas. Ed. Equona.
… (2007): “Túmulos, mouros, ananos, xigantes, salvaxe caza – A etnografía galega vista como rexistro arqueolóxico non intervencionista”, en II Simposio de Estudos Humanísticos. Universidade da Coruña.

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Legado céltico galego

No seu intuito de dar a conhecer e espalhar o legado céltico galego e as investigações realizadas sobre este, o Instituto Galego de Estudos Célticos disponibiliza em rede a versão digital do livro ‘As Tribos Calaicas – Proto-História da Galiza à Luz dos Dados Linguísticos’, obra do Prof. e membro do IGEC Higino Martins Esteves, publicado pola editora Edições da Galiza em 2008.
Este livro recolhe e mostra os últimos resultados duma pormenorizada pesquisa em diversos campos da linguística, como a toponímia, etnonímia, onomástica e etimologia, achegando novas perspetivas para uma compreensão mais profunda e abrangente da proto-história galega e avançando novas vias para a investigação tanto linguística, quanto noutras disciplinas, sobre os alicerces históricos da Galiza.
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